domingo, 30 de agosto de 2009

Dedos indicadores apontados e avante!


Dedos indicadores apontados em sua direção. Apontados para você, dizendo quem você é. Ou o seu próprio dedo indicador apontando alguém e dizendo coisas sobre a tal pessoa. Tais imagens provavelmente já fizeram parte da sua vida ou ainda fazem. Adoramos apontar, dizer exatamente como as pessoas são. Julgamos e somos julgados constantemente. Baseados em nossos valores, crenças de certo e errado apontamos nossos dedinhos a outros e achamos que somos os senhores da verdade. Mas, constantemente esquecemos que podemos julgar errado e equivocadamente. E quando alguém nos julga assim, nos sentimos injustiçados.


Recentemente me senti injustiçada. Fui julgada por uma frase que disse somada a minha imagem. Considero ser pouco conteúdo para alguém dizer alguma coisa de alguém. Mas, a pessoa se achou no direito de concluir que eu não estava em um dos melhores momentos de minha vida apenas porque eu disse uma frase. Ela juntou a frase a uma imagem de minha pessoa que ela considera não ser a mais saudável e fez as suas conclusões infundadas. Além disso, utilizou-se de adjetivos um tantos cruéis como frustrada, rancorosa, infeliz.


No momento eu fiquei bastante nervosa. Esse é o adjetivo certo. Porque não podia acreditar que estava lendo tais barbaridades. Mas, depois refleti muito e vi que ela estava projetando todos aqueles adjetivos em mim porque na realidade pertencem a ela. Quando alguém vem e diz coisas infundadas sobre você, normalmente é porque a pessoa está se sentindo daquele jeito. Ela não se aceita e sai por aí projetando suas frustrações. Ela vê no outro a si próprio, de forma inconsciente.


Todos nós temos nossos medos, frustrações, rancores. Todos têm imperfeições. A partir do momento que as aceitamos, poderemos viver em grande harmonia com o outro. Quem somos nós para apontarmos nossos dedinhos e julgarmos o outro? Não sabemos de nada. Às vezes não nos conhecemos por completo e nos julgamos sabedores do outro. É pretensão demais.


Portanto, antes de apontar o seu dedinho a outrem, aponte a si mesmo e veja suas imperfeições. Aceite-as e assim será mais fácil aceitar o quanto os outros são imperfeitos como você.


Abaixo, uma passagem sobre o tema esplanada pelo filósofo indiano Osho. Acredito estarmos num estado de evolução que as mensagens dele parecem um tanto utópicas, mas não custa nada fazermos a nossa parte.


"(...) Quando você diz que você se julga, isso é algo tomado emprestado. As pessoas julgaram-no, e você deve ter aceitado as idéias delas sem nenhuma investigação. Você está sofrendo de todas as espécies de julgamento das pessoas, e você está jogando esses julgamentos nas outras pessoas. E todo esse jogo desenvolveu-se além da proporção - a humanidade inteira está sofrendo disso.


Se você quiser livrar-se disso, a primeira coisa é esta: não se julgue. Aceite humildemente sua imperfeição, seus fracassos, seus erros, suas faltas. Não há nenhuma necessidade de fingir outra coisa. Seja você mesmo: "É assim mesmo que eu sou, cheio de medo. Eu não posso andar na noite escura (...)". O que há de errado nisso? - é humano.


Uma vez que você se aceite, você será capaz de aceitar os outros, porque você terá uma clara visão interior de que eles estão sofrendo da mesma doença. E a sua aceitação deles, os ajudará a aceitarem-se.


Nós podemos reverter todo o processo: aceite-se. Isso o torna capaz de aceitar os outros. E porque alguém os aceita, eles aprendem a beleza da aceitação pela primeira vez - quanta tranquilidade se sente! - e eles começam a aceitar os outros.


Se a humanidade inteira chegar ao ponto onde tudo é aceito como é, quase noventa por cento da infelicidade simplesmente desaparecerá - ela não tem fundamentos - e os seus corações se abrirão por conta própria e o seu amor estará fluindo".

OSHO, The Transmission of the Lamp.



sábado, 6 de junho de 2009

Para complementar

Para complementar a reflexão abaixo, indico a leitura do texto dessa semana da psicoterapeuta e escritora Andrea Pavlovitsch, intilulado "O valor do presente". Segue o link: http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=18332

domingo, 31 de maio de 2009

Passado, presente, futuro... AGORA!!!


Ontem, hoje e amanhã. Três palavrinhas simples, mas de grande importância em nossas vidas. Se pararmos para observar atentamente os nossos pensamentos, veremos que eles estão, na maior parte do tempo do hoje, focados no ontem ou no amanhã. Sim, nosso cérebro adora relembrar ou planejar, mas raramente foca o agora, o hoje.


O ontem, o passado, é cheio de experiências muitas vezes interessantes, algumas vezes tristes, noutras vezes drásticas e doloridas ou outras cheias de alegria e felicidade intensas. O que somos hoje é um resultado do que vivemos no passado. Carregamos essas experiências. Carregá-las é útil, pois podemos evitar erros ou situações desagradáveis. Mas, jamais podemos viver no passado ou deixar de viver alguma coisa por causa dele, com medo de que algo ruim que um dia tenha acontecido, aconteça novamente. O que aconteceu ficou lá atrás. Não existe mais.


O amanhã, o futuro, assim como o passado, não existe. Temos a estranha mania de planejá-lo, como se pudéssemos controlá-lo, como se houvesse uma fórmula matemática que nos dissesse que ingerindo tal alimento, mais caminhando para a esquerda durante duas horas, multiplicando isso pela força de vontade, teríamos como resultado um futuro plenamente feliz e cheio de saúde. Nos enganamos diariamente com essas fórmulas da felicidade que são distribuídas por aí. Compramos revistas, assistimos a programas de televisão com diversas receitas e nos esquecemos de algo bem importante, o presente.


Sim, o presente é esquecido completamente quando nos distraímos com as feridas do passado ou com as angústias do futuro. Esses tempos virtuais, inexistentes, nos trazem sentimentos muitas vezes cruéis. O passado trás melancolia, saudade, tristeza, dores, medo. Pensar no futuro é angustiante, gera ansiedade e claro, medo, muito medo, pois não fazemos idéia do que vem por aí. E como gostaríamos de saber!


A única coisa que existe na nossa vida e que ignoramos é o presente. O agora. Esse momento que passa rapidinho, mas que é o único verdadeiro. Quando eu escrevi o agora aí na linha de cima, ele virou passado imediatamente. A produção das primeiras linhas deste texto já é passado. Se conseguirmos deter nosso cérebro no agora, evitaremos sofrimentos desnecessários.


Fazer do agora, do presente, um momento feliz, prazeroso, em que possamos plantar coisas boas, regá-las, talvez seja a melhor receita da harmonia da nossa alma, do nosso ser, do nosso corpo. Por exemplo, se desejamos realizar uma viagem no futuro, é no agora que ela começará. No hoje você pode verificar valores de passagens, lugares bons para ficar, visualizar fotos e se informar do clima do lugar. Pode pensar nas pessoas que você quer convidar para acompanhá-lo. Tudo isso feito com alegria. Não espere ter dinheiro para começar a sentir o prazer da viagem. Ele começa no momento que teve a idéia. Agora, se você começar a pensar no que pode acontecer na viagem, de bom ou de ruim, planejar cada passo, determinar horários, criar expectativas errôneas, você terá chances imensas de voltar do lugar muito frustado. Porque seu cérebro quis controlar o incontrolável. Imaginou coisas que podem não acontecer.


Se você se deixar viver o que realmente está acontecendo, no agora, naquele momento, poderá sentir de verdade a viagem, o trabalho, o dia-a-dia, as refeições, os verdadeiros sentimentos, as músicas o que tiver que ser vivido.


Acredite que é no agora que tudo acontece. Portanto, realize, imagine, curta a imaginação, vivencie o agora. Que o futuro, realmente, a Deus pertence, jamais poderemos controlá-lo. Desista disso. O passado, bom, passou, não é mesmo? Ficar preso a ele é um grande erro. Portanto, viva o agora! Agora, agora, agora!

domingo, 17 de maio de 2009

Uni duni tê... o escolhido foi você!

Uma das coisas mais difíceis de serem feitas nessa vida e nesse mundo é escolher. E colocamos esse verbo em ação o tempo inteiro. Desde o momento que abrimos nossos olhos até colocá-los em descanso novamente, seja lá a hora que for.


Escolhemos escovar os dentes ou não, tomar leite integral ou desnatado, uma ou duas fatias de pão. Manga cumprida ou curta, levar ou não a blusa. Salto alto ou baixo, tênis ou sapato. Ir de ônibus, carro ou trem. Pagar em dinheiro, cheque ou cartão. Falar ou não falar, perguntar ou ficar na dúvida. Carne, frango ou peixe. Por telefone, e-mail ou torpedo. Sozinho ou acompanhado. Com ou sem camisinha.

Temos opções aos montes e as fazemos o tempo inteiro, a toda hora. Algumas decisões são básicas e outras acarretam resultados para a vida inteira. E os únicos responsáveis por estas decisões somos nós mesmos. O agora é o resultado do que você escolheu ontem. Assim, decidir, escolher ou optar é difícil demais.

Se você opta por comer alimentos gordurosos hoje não choramingue amanhã quando seu hemograma apresentar uma taxa de colesterol um tanto alta. Você escolheu comer aquela gordura. Não adianta amaldiçoar a vida, o médico, o exame, Deus, amigos que ofereceram aquele churrasco na casa do sicrano e serviram aquela picanha com aquela gordurinha saborosa. Isso só dissipará energias negativas que fará muito mal ao seu organismo e aos seres ao seu redor. Assuma com toda a força do seu ser que ingerir aqueles alimentos lhe deu muito prazer um dia e que você realmente gosta de todos eles. E depois olhe para o seu presente e opte continuar comendo ou fazer de tudo para diminuir aquela taxa odiosa do seu hemograma.

O exemplo do colesterol é corriqueiro, pequeno. Mas, o mesmo raciocínio pode ser utilizado para tudo e todos. Para decisões menores ou gigantescas. Portanto, prestar atenção nelas é imprescindível para viver bem consigo mesmo e com a sociedade.

Não podemos esquecer que a vida, muitas vezes, nos coloca em frente a uma bifurcação no meio do caminho. Não sabemos se devemos ir para a esquerda ou para a direita. Qual o caminho a tomar. Nestes momentos, uma análise da atual situação na qual você se encontra é importante. Essa bifurcação no meio do caminho lhe fará pensar em seus valores, em seus princípios e ponderá-los é uma grande sabedoria. Muitas vezes, o fato de ter que escolher o fará buscar mais conhecimento sobre as coisas da vida para pegar o caminho certo. Voltar-se para dentro de si e perguntar qual o caminho a ser tomado, é um grande passo. Você ouvirá o seu coração, a sua verdade.

Por mais que seu coração grite pela opção que pareça ser a menos correta diante do que a sociedade prega entre o que é certo ou errado, siga por ela. Pois não existe certo ou errado. Existe o que lhe faz bem. E a partir do momento que optou por algo, esqueça e viva esse algo, o assuma intensamente, se responsabilize por ele, sejam lá as conseqüências que ele tenha gerado. Verás que a qualquer momento você optará por ser ou não feliz. Daí é correr pro abraço!